“ Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se.” (Mt.27:5)
Um dos quadros mais terríveis desses últimos tempos, que tem sido classificado como pós-moderno, é a inabilidade do homem no trato de seus dilemas. É comum ver pessoas se lançando em loucuras das mais diversas que nos deixam aterrados. E dentre essas loucuras o suicídio é um dos que se destaca. Mas que motivos teria alguém para chegar a acreditar no suicídio como solução de problemas ?... A experiência de Judas Iscariotes nos oferece algumas noções: Primeiro, o fracasso nos projetos pessoais. Judas com toda certeza não esperava que Jesus fosse ser condenado. Ora, ele sabia que Jesus era inocente, tanto que ele confessou isso (27:4). Na visão de Judas não havia como seu plano não dar certo, pois, Jesus sairia livre e ele teria nas mãos uma boa grana. Acontece que Jesus foi preso e condenado. Seu plano foi frustrado. Muitas pessoas, infelizmente, à semelhança de Judas, quando se vêem diante de um fracasso passam a acreditar no suicídio como uma boa compensação para sua realidade. Creia, nossos fracassos não poderiam jamais justificar um suicídio!!. Em segundo lugar, o remorso pelo mal praticado. Remorso é um sentimento de pesar destituído de uma disposição à conversão e conserto pessoal. É comum encontrarmos pessoas que lamentam erros cometidos, mas que, no entanto, não se sentem fortes o suficiente para mudar a vida. No remorso a pessoa não se liberta do pecado e da culpa. Foi isso que aconteceu com Judas. Há muitos que estão tristemente escravizados pelas suas culpas. Acredite, nem mesmo o remorso poderia justificar um suicídio!!. Em terceiro lugar, a descoberta de que os recursos materiais ilícitos não pode sustentar a autêntica moralidade. A culpa levou Judas a repugnar o dinheiro que era prova tangível de sua vergonha e pecado, por isso, ele não ficou com as trinta moedas. O dinheiro perdeu o seu real valor quando se tornou preço de injustiça. O fruto de um latrocínio, uma mentira, uma traição, uma noitada de prazer da carne, etc. não tem nenhum valor. O fato de alguém, o mesmo você ter ficado moralmente abalado por alguma insensatez, não justifica e não justificaria jamais um suicídio. A melhor maneira de vencer o que quer te destruir é vivendo a vida que Deus quer te dar em abundância. Creia nisso.
Pr. Hudson.
Pr. Hudson, gostei muito da sua reflexão. Acho que um agravante que acontece muitas vezes é o pensamento de que haverão outras vidas para se redimir dos erros passados e que Deus faz concessões (se foi um suicídio por amor ou alguma causa considerada "nobre"). Por exemplo o caso da Cibele Dorsa: http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/3/cibele_perdoem_a_mamae_153728.html
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