“Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm. 8: 31,32)
Quem dentre nós já não se sentiu, em diversas circunstâncias, um zero a esquerda? Quem nunca se sentiu sufocado, ou em meio á uma série de perseguições?... Pode até ser que exista alguém que nunca tenha tido sensações dessa natureza, mas, infelizmente, a possibilidade deste, no futuro, vir a se sentir assim, é muito grande. Todos nós estamos sujeitos a este tipo de sensação. A razão é justificável, vivemos num ambiente hostil, e a noção de que possuímos inimigos não é fictícia, possuímos mesmo. E os principais são: Satanás, o mundo, a morte e a nossa natureza pecaminosa. Não é sem razão que eles são identificados como sendo o quarteto fantástico do terror, porque, unidos vivem promovendo ações que nos oprimem. Mas, o que podemos dizer a vista dessas coisas?... O apóstolo Paulo ciente de que as coisas assim acontecem, e inspirado por Deus, tratou de construir alguns raciocínios que, para nós, funcionam como válvulas de escape, no tratamento de nossas agonias. Nesta pastoral apresentarei para os amados pelo menos dois desses raciocínios que podem nos ajudar a enfrentar essa dura realidade de que temos inimigos, e de que estamos em guerra. Quais são eles?
Primeiro, SE DEUS É POR NÓS, NÃO TEMOS OPONENTES PÁREOS (31) A visão do apóstolo nos dá margem à figura de um ringue de lutas. Tente imaginar este tipo de lugar onde acontecem embates de Box, luta livre e outras mais... Agora imagine você de um lado se preparando para encarar do outro os seus oponentes... Neste contexto o que ele propõe é que, no exato momento de soar o toque para o inicio da luta, Deus entrará com você no ringue e por você irá pelejar. O diferencial deste detalhe é que Deus é imbatível, e lutando por você Ele não lhe permitirá perder qualquer combate. Seja em nossa dimensão, ou, em qualquer outra. Não há páreo para aquele que tem a Deus por si.
Segundo, SE DEUS POR NÓS ENTREGOU SEU FILHO, TODO O RESTO ELE NOS DARÁ PRONTAMENTE (32) A lógica de Paulo é fascinante. Ele propõe - nos algumas conclusões: inicialmente a de que não há nada mais importante pra Deus do que Seu filho; num segundo instante ele sugere que o que existia de mais importante pra Deus Ele já entregou por nós; logo, não existe absolutamente nada que hoje que lhe peçamos que seja maior do que tudo aquilo que Ele já nos deu em Seu filho. Sendo assim, não há nada nessa vida que seja extraordinário demais para Deus nos atender. Porém, se há algo que Deus acha extraordinário quando o homem lhe pedir, este algo é o governo de Seu Filho sobre sua vida.
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?”
Pr.Hudson