“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4:8)
A indústria da distração televisiva é hoje, sem sombra de dúvida, e de longe, a que mais fatura e cresce em nosso país e no mundo. Para nos convencermos desse fato basta-nos observar a competição que há entre as emissoras tanto ao nível dos canais abertos como também dos canais pagos para se conseguir conquistar a audiência dos telespectadores. Os gastos que fazem são altos, no entanto a certeza do sucesso é tão grande que os anúncios de novos investimentos em programações, novos estúdios e equipamentos são noticiados corriqueiramente. As ousadias nesse universo de competitividade prometem se acirrar mais ainda, com o preanuncio da implantação da TV digital em nosso país. Entretanto, a maior parte do sucesso desse empreendimento não se deve simplesmente ás tecnologias novas, mas sim à exploração do conhecimento que se possui do perfil psicológico e comportamental dos seus consumidores. O sistema de pesquisa, para coleta de dados, adotado pelos empreendedores desse ramo, lhes permitem saber minuto após minuto, através de índices de audiência, se estão agradando ou não. Pelos dados armazenados eles conseguem desenhar o perfil de interesse de seus clientes e percebem ao mesmo tempo suas tendências. E é em cima desses dados que eles reelaboram e direcionam suas programações diárias, adaptando e planejando novos investimentos. Pois bem, se as coisas têm funcionado assim, pense comigo, não nos espanta o fato de que nesses últimos tempos tantos Realitys shows estejam em voga? Esta constatação me fez refletir uma questão: O que os Realitys shows em nosso país revelam sobre nós? Sem medo de fazer apontamentos, e pra inicio de conversa, penso que esses programas revelam sobre nós brasileiros, que somos um povo com padrões de pureza comprometidamente hedonista. Ou seja, tudo que promove as sensações e coloca em destaque a sensualidade é o que ganha de nós a atenção. Somos um povo, por causa disso, em decadência. Quando reflito nos inúmeros homens, mulheres, adolescentes, jovens e crianças que ficam diariamente sintonizados nesses programas, lembro-me da máxima do apóstolo ao dizer que se plantarmos para a carne (paixões carnais), colheremos corrupção (Gl.6:7,8), chego à conclusão de que o destino deles é o colapso; e se eles estão em vias de colapso, a instituição à qual eles pertencem (a família) também está. Descubro, pela simples observação, que somos um povo manipulável e sem personalidade moral forte, porque, poucas são as vozes de protestos que se levantam contra a promiscuidade e a falta de pudor que se vê nesses programas. Muito pelo contrário, o que mais se vê são telespectadores envolvidos nas histórias que ali se constroem. E pra piorar pagam através de ligações telefônicas, pra que esses absurdos permaneçam dentro de seus lares. Somos um povo sem ideais nobres no que diz respeito ao futuro. Se fosse diferente não perderíamos tanto tempo investindo emoções e atenção em algo tão improdutivo e sem propósito pra nossas vidas. Mas o que fazer para mudar esse mundo de ilusões pobres criadas? Será possível convencer as pessoas de que devem se afastar desse tipo de lixo? Acredito que não. Entretanto, quero fazer uma proposta simples que pode até não parecer, porém, se considerarmos que todo esse império de futilidade sobrevive apenas a partir de nossa audiência e atenção, o melhor a fazer, depois de orarmos, é desligar a TV. Se você achar muito difícil acatar essa proposta, faça isso: mude pra um canal com uma programação de nível mais elevado. Que Deus lhe ajude a ter essa autonomia sobre suas paixões e para dizer não ao lixo que insistem em colocar dentro de nossas casas. Paz às famílias de nossa nação.
Pr. Hudson.
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